quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

1989 - 2009

Lançamento Vinte anos sem Raul - Bate papo com o Produtor Marco Mazzola e o Ativista Cultural Sylvio Passos - 10 de setembro de 2009 - 19:30hs - Saraiva Mega Store - Shopping Morumbi - São Paulo - Brasil.


video
Debate Sylvio e Mazzola

Henrique, Mr Beer Johny e Sylvio

Sylvio e Mazzola

Cabeças Enfumaçadas


Turma
'O hoje é apenas um furo no futuro,
por onde o passado começa a jorrar'

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mudo

Mudo. Criado-mudo.
Mudo e criado, no criado mundo.
Mundo. Submundo,
mundo oculto.
Mudo sobre o mundo.
Sobre-tudo, criado culto.
Tudo sobre o mudo mundo.
Sobretudo, o submundo.
Mudança. Muda a ânsia,
de mudar o mundo,
falando sobre tudo,
muda melhor, quem muda mudo. Criado-mudo.
Sobretudo, o nada. Sobre o nada, a muda ânsia criada.

(Johny Farias)



“...as mais belas transformações são feitas através do silêncio.”

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Anacrônico

Colagem

- Jeans velho, fotografias, recortes (jornais e revistas)
negativos antigos, papel A4, cola pritt, mural de papelão.
Três madrugadas, e quase tudo reciclável.

Bienal - Zeca Baleiro
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Após um período de reciclagem, voltei.
Com sonhos, letras, linhas e cores...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Ensaio Inacabado

(O Lado Negro da Lua - Pink Floyd 1973)

The Dark Side Of the Moon
por Johny Farias

Tempo

Saberei que gosto terá o
vento amanhã? Lembrarei
do sorriso dela? Sei o
que desejo hoje?
Missões que tive, tenho, terei.
Na contagem soberana dele, anseios
vão, vitórias chegam, conquistamos o
horizonte, morremos por algo.
Sempre, constantemente na manifestação
dele. Na magia da ampulheta,
o verbo me cala.

Guerra

O Oásis ainda é colorido,
no raciocínio sangrento,
A guerra para a paz?
Da paz para a guerra?
Necessidade, aversão, ou
algo complementar no mais
insano e maldito canto
da mente humana. Alegria fúnebre.


Dinheiro

O preço do verdadeiro sentimento é
secundário, tudo vale, quando o
poder situasse na sua bandeja.
Faça seu desejo, essa macabra
criação humana te mostrará o caminho,
sujo, mundano, venenoso, covarde
e aterrorizante caminho.
Curta o horror e a demagogia enquanto
esperas pelo troco.

Loucura

Insânia ou não, é o lado que sobressai,
que inclina a balança, o proeminente item
onde nasce o duelo entre o certo e o errado.
Do ego insano, o filho, dando a luz
a terceira possibilidade.

Morte

Folclores e provérbios dizem
que ela é o princípio, o
prenúncio de um novo paradigma.
O azeite virgem que unge um novo ciclo,
que mesmo sendo o fim, no fundo
ainda é desconhecido. Céptica, o que faz dela
uma Kali, a trovoada, a poderosa
Deusa dos sacrifícios.

The Dark Side Of the Moon e uma Ópera Contemporânea.
__________

'Este disco era uma expressão de empatia política,
filosófica e humanitária que precisa por para fora'
(Roger Waters)


(Photograph by Johny Farias)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Teatro

(O Inferno - Hieronymus Bosch/1504)
o
Teatro de Assassinos
(Johny Farias e Verônica Martinelli)
o
Somos narrados por nós mesmo
Ao acaso do irreal
Vivemos num mundo ordinário
Trajado de rubis e diamantes
Acreditando estar sorrindo
Acreditando estar vivendo
Na verdade estamos chorando
Na verdade estamos morrendo
As cortinas se abrem, a platéia cala.

Mesmo que sinta a magia do vento
Mesmo que o lírio tenha sua cor
Mesmo que minha alma esteja em transe
Mesmo que as sombras sejam inofensivas
O orgulho ainda reina no palco.

Novamente as cobaias
Vestem seus personagens
Mas um motivo para não acreditar
Que a hipocrisia está presente
Na carne crua de cada ator
Somos narrados por nossos erros
No fim, as máscaras caem
O passado já não condena a mentira
É tudo verdade, é tudo real
Vivemos num teatro de assassinos.

As mentes não selaram o culto
O sangue continuará em sorrisos malditos
Aniquilaremos todas as hipóteses?
Formas de vidas ou eras vindouras?
Em qual ponto, a ira voa mais alto?
o
Viraremos as costas?
o
'...we could find that we're all alone
In the dream of the proud...'

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Benevolência

Photograph by Johny Farias

"...a sua voz, como som de muitas águas..."

Já viste o céu hoje? Sentiu a brisa do mar?
Sentiu o sereno? Contou estrelas? Escreveu na areia?
Viu anjos? Demónios? Se deixou ir apenas uma vez?
Se lamentou? Engoliu? Vomitou?
Alguma vez foi contra o vento? ‘sem lenço e sem documento’?
Saltou para outros mundos? Acompanhou o vôo do colibri?
Sentiu o sal da terra? Jogou pétalas pelos ares?
Criou um futuro? Teve coragem? Ousou ir?
Alguma vez se questionou? Foi ao oposto da maré?
Viu da janela a criação? Sentiu inveja de Deus?
Atirou pedras ao rio? Beijou quem se ama?
Você hoje já se libertou? Jurou e mentiu?
Fez alguma oração? Para Cristo, Krishna, Buda ou Akhenaton?
Quantas vezes hoje, sorriu? Jorrou alegria?
Hoje, aquela linda flor no jardim entrou na sua milésima fotossíntese,
O sol nasceu e se pôs, a lua explodiu luz.
Hoje, Vênus, Nuit e Íris se beijaram, algum demónio morreu,
válvulas jorraram sangue,
O sentinela pegou no sono, o disco voador pousou e se foi,
a menina dos teus olhos esteve nua.
Hoje, o universo vestiu milhões de fantasias,
Numa ótica simplista, explodindo cosmos,
Em diversas manifestações,
onde aquarelas são formas e cores…são deuses.
o
(Johny Farias)
o
"...Eu sou o Eu, situado nos corações de todas as criaturas..."
(Apocalipse 1:15 and Bhagavad Gita )

domingo, 19 de outubro de 2008

Contrastes

(Os Amantes - René Magritte/1928)
o
Encontrei-te nos sinos dourados
em plumas suspensas no ar
numa supremacia divina
em danças com anjos
o
Encontraste-me em aquarelas sombrias
em sonhos moribundos, profanos
sensibilidade erudita, sem nada viver
toda maldição contida, num ego póstumo
o
Em contraste com tudo aquilo que vivi
nada sei, apenas a poeira contém sabedoria
o peso da vida, é natural, quando nada resta
a maldição só é quebrada quando encontra um maldito
o
Encontramo-nos em universos distintos
nas pupilas do divino, nos dedos insanos
em novos horizontes, e velhos paradigmas
nas asas que voam, nas escamas que se rastejam
o
encontrei-te,
encontraste-me,
em contraste com todos
muros e limites,
contra tudo, nos encontraremos,
nas asas que voam,
nas escamas que se rastejam.
o
(Johny Farias)
o
"...o bem e o mal sendo uma coisa só..."
o
Agora repasso os dois selos
que ganhei do amigo Diom


Os selos vão para para:
O maravilhoso blog da menina Lúcia:
O encantador blog da menina Jaya:
E ao belo blog da minha amiga Verônica